segunda-feira, 25 de julho de 2016

Entrevista do professor Augusto Rocha sobre algumas problemática dos portos e hidrovias do Amazonas

         A indústria defende a instalação de um novo porto público em Manaus, para regular o mercado, ampliar a competitividade e reduzir os custos de transporte. A análise é do coordenador da Comissão de Assuntos de Transporte e Logística da Fieam em parceria com o Cieam, Augusto César Barreto Rocha, doutor em Engenharia de Transportes. Ele cita o caso do porto do Centro da cidade desalfandegado pela Receita Federal como uma deficiência portuária.

          Na questão do custo elevado, Rocha afirma que hoje é mais caro transportar de Manaus para Santos do que de Shangai para Santos. O que torna economicamente viável o transporte por rodovias do que pelo modal aquaviário. De acordo com a Comissão, há uma expectativa por iniciativas privadas e uma iniciativa pública onde era a Siderama. “Entendemos que há a necessidade de novos portos em Manaus. Temos deficiência de portos, pois no passado tínhamos Porto Público (que serve para regular o mercado) e hoje em dia não temos mais”, frisou Rocha. O Roadway, porto do Centro da cidade, foi desalfandegado pela Receita Federal e também possui limitações de área no retroporto.

         Segundo Rocha, o custo Brasil somado ao custo Amazônia são elevados, principal entrave que prejudica o tempo de permanência das cargas nos portos privados de Manaus (transbordo e burocracia dos órgão públicos). “Os custos são elevados. Hoje é mais caro transportar de Manaus para Santos do que de Shangai para Santos. Como avaliação adicional hoje é por vezes mais econômico o transporte por rodovias do que pelo modal aquaviário”, afirma. 

         Ainda segundo Rocha, não é possível indicar uma única fonte de custos. “O problema é a soma de um conjunto de ineficiências, que especialistas têm chamado de Custo Brasil: excesso de taxas, custo de mão de obra elevado, custo operacional elevado, baixa automatização, excesso de regulações, exigências excessivas etc.”, explicou. Na comparação dos portos de sucesso na questão de eficiência na logística: Roterdã, na Holanda, maior porto marítimo da Europa e o Porto de Shangai o maior na China, Manaus permanece no século passado. “Devido ao excesso de custo e pouco investimento público”, frisou Rocha. Para ele o serviço de transportes é de responsabilidade do governo. “O serviço de transportes é papel do governo. No caso dos portos, é papel do governo federal”, disse.

Praticagem


           Outro fator apontado por Augusto Rocha, que aumenta consideravelmente os custos de transportes para Manaus é o serviço de praticagem. Entre a foz do rio Amazonas até Manaus há duas Zonas de Praticagem. “A primeira começa em Fazendinha (AP) e vai até Itacoatiara (AM) e a segunda é de Itacoatiara para Manaus (AM). Assim, os navios precisam de práticos o que eleva os custos operacionais e às vezes eleva a espera”. 

           De acordo com Rocha, a região que gera entrave é Tabocal (PA), pois naquela área há restrições de calado que limitam a passagem de navios de maior porte. “Temos realizado demandas para ampliar o calado da região, de tal forma que navios maiores possam vir até Manaus e que não existam restrições para capacidade dos navios que vêm até aqui”, informou. 

           Ainda não é possível criar uma rota por alto mar para evitar essas duas passagens, Fazendinha (AP) e Tabocal (PA), consideradas gargalos logístico pelos gestores de portos privados operando em Manaus. A Comissão acredita que novos investimentos são a solução para viabilizar (custo x tempo) para esse setor, de fundamental, importância para a sobrevivência do Polo Industrial de Manaus. “Entendemos que a liberação de outros terminais privados, a criação de um porto público e também a dragagem da região do Tabocal (PA) poderão contribuir bastante”, sugeriu o coordenador.

          Para o modal aquaviário a pauta da Comissão tem sido em torno da criação de um porto público, para regular a operação e balizar os custos operacionais. Da liberação do Porto das Lages e apoio a Portonaus e qualquer novo empreendimento portuário. 

        A empresa Portonaus S.A. é um terminal portuário que tem como objetivo desenvolver soluções logísticas de apoio à Indústria e Comércio de Manaus e servir de base às operações de cabotagem, armazenagem e movimentação de contêineres. “A Portonaus também é um novo projeto para o setor a partir de 2016 e terá nosso apoio, como qualquer outro empreendimento que leve ao desenvolvimento da infraestrutura no Amazonas. Para o desenvolvimento da indústria, Rocha, afirma que deve haver uma abundância de capacidade operacional simultânea, permitindo a atração de novas operações fabris”, disse o executivo. 

Melhoria das hidrovias 

            De acordo com a Comissão é preciso melhoria na dragagem e sinalização no rio Amazonas e Solimões, dragagem em Tabocal (PA), permitindo uma melhor navegação de navios com contêineres em todos os meses do ano. Na época da vazante dos rios da região existem restrições de calado, fazendo com que os navios cobrem custos maiores para o transporte de contêineres para Manaus, uma vez que é reduzida a capacidade operacional dos navios, o que também gera incerteza com respeito ao tempo de trânsito para a região. “As hidrelétricas na região, quando construídas, devem possuir eclusas em seu projeto. Além de melhoria das vias de acesso aos portos; defendemos a presença de representação empresarial no Conaportos; Rodovia Lethem-Georgetown para permitir multimodal por Porto de Georgetown e Berbice (novo porto de águas profundas). O grande desafio é reduzir os custos de transporte”, concluiu Augusto Rocha.


Fonte: Portal amazônia.com (www.portalamazonia.com.br)

       O texto marca uma pesquisa inicial, sobre a problemática de tabocal, uma região em que a navegação de grandes navios se torna difícil, cuja análise é nosso objetivo. 
  

segunda-feira, 18 de julho de 2016

ANUÁRIO CNT DO TRANSPORTE 2016



  Disponibiliza os principais dados sobre os modais de transporte no Brasil ( rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário), tanto na áre de cargas como na de passageiros. O documento reúne estatísticas brasileiras sobre movimentação, infraestrutura, produção e frota de veículos e composição do setor. São mais de 800 tabelas disponibilizadas em planilhas eletrônicas que ser consultas no site anuariodotransporte.cnt.org.br.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Atenção futuros engenheiros Civis a responsabilidade é nossa!!

 Achei muito interessante a reportagem  a baixo... Quantas obras de grande porte paradas pelo Brasil,  por falta de visão dos engenheiros: falta de analise economica futura da obra e até  mesmo  analise de Campo das obras... onde uma delas se descobriu a mas de 2 décadas que o Porto que estaria sendo construído  para escoamento  de produção  agricula no rio São Francisco a impossibilidade de navegação  naquela área.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/videos/t/edicoes/v/expansao-do-metro-do-rio-ja-custa-21-vezes-mais-do-que-o-previsto/5127261/

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Regulamentação serviços de fretamento



http://goo.gl/MrQ4tO
   A facilidade do deslocamento de pessoas, que dependem do sistema de transporte de passageiros, é um fator importante no desenvolvimento econômico e social.
    Um transporte público com qualidade e eficiência depende, principalmente do atendimento a cinco requisitos básicos : conscientização, planejamento, gestão, legislação e capacitação.
    As soluções encontradas inicialmente por grandes fabricas pra transporte de seus operários com pontualidade nos diferentes turnos de produção,o  substituto tanto  do veiculo coletivo  regular quando do automóvel, o transporte coletivo privado, pois possibilita ao usuário , além de redução do desgaste pessoal ocasionando pelo transito e poluição, economia de combustíveis e estacionamento. Essas vantagens desse serviço ,também apresenta a maior segurança e privacidade dos usuários, pelo fato das viagens serem realizados porta a porta e em horários mais convenientes que o dos coletivos regulares.

 Principais definições e caracterização do serviço

    Classificando o serviço fretado como de utilidade pública com característica urbana, portanto "de interesse público"pode ser prestado por pessoa jurídicas ou autônomas, mediante a contrato com pessoas físicas ou jurídicas, para transporte de grupos de pessoas que, normalmente, têm mesmo destino ou um vinculo comum.
   Todas as condições para prestação do serviço,como valor, forma e prazos para pagamentos, itinerários a serem cumpridos, tipo de veículo a ser utilizado,são estabelecidos no contrato feito pelas partes interessadas.
   Umas das principais característica do serviço fretado, e que difere dos serviços convencional e seletivo, é que pode existir cobrança de qualquer valor, como , tarifa no momento se sua utilização.O pagamento ocorre normalmente a cada quinzena ou més, e se refere ao serviço total prestado no período.

A importância do serviço de fretamento 

        O serviço de fretamento não é um serviço aberto, indistintamente, á coletividade , mas atende a nicho especificístico, além de não haver cobranças de tarifa no memento da prestação do serviço em embarque e desembarque. As empresas contratam serviço de fretamento,oferecendo  seus funcionários como salários indiretos, considerando que os valores referentes ao transporte coletivo publico.
       Em 1994,priorizou o deslocamento de pessoas e reconhecendo a importância desde tipo de serviço,publicou-se um Decreto n°11,480 de 06 abril de 1994,com determinação de cadastro operação e fiscalização, viabilizando a continuidade do serviço de transporte fretado, agregando qualidade de vida, pontualidade, conforto e segurança. desse modo, inaugurou-se uma nova ordem nesse modalidade de transporte coletivo privado.

Fonte: TRASPORTE POR FRETAMENTO. Serie cadernos técnicos. vol.9. FRESP/2019.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O papel do transporte fretado na região metroplitana

Projeto de mobilidade urbana realizada em São Paulo.

 Diagnostico

 Os problemas de transportes falta e acessibilidade , insuficiência de estacionamento, demora em descolocamento e ate congestionamentos, vem sendo visto com outro olhar pela sociedade. A solução a longo prazo desses problemas tem sido  a associação a ideia de tornar mais eficiente o deslocamento das pessoas, através de criação de sistema de transporte de qualidade, como metrô, trens e BRTs, soluções que precisam de longos prazos para serem implementadas.Uma solução mais econômica e eficiente de ser completar a melhoria no sistema de transporte pode se dá nas escolhas de deslocamento dos usuários de transporte.Ou seja gerindo sus demandas de transporte, com o instrumento de gestão de demanda de viagens (Travel Demand Management- TDM em inglês)
        Primeiramente devem ser analisar questões importantes,  já que implica em mudar o comportamento de pessoas o conhecimento e a técnica adquiridos pelos especialistas do setor têm se aprimorar ao longo prazo. Devem ser colocadas quando se trata de modificar padrões de  viagens são: Qual publico-alvo dessa demanda de viagem? São geradores de milhas percorridas por veículos?  Se sim, e possível categorizar esse grupo? Se é difícil mudar a escolha de deslocamento de um individuo  imagine de um grupo de pessoas. Portanto, o mercado é um elemento essencial para se identificar grupos de população em que as intervenções serão focadas.
         Os polos de empregos que concentraram a gerações de viagens de automóveis com um único ocupante. A maior parte dessas viagens são deslocamento pendulares, casa-trabalho-casa, aproximadamente no mesmo horários , todos os dias.

Proposta    

       Mudar as decisões de deslocamento ao trabalho usando um conjunto de alternativas, incentivos e informações sobre as alternativas.
       O objetivo é transformar as viagens realizadas em veículos com um único ocupante em viagens com alta ocupação, em veículos não motorizados, ou transferir viagens em horários de pico para fora desses horários, ou simplesmente eliminar o deslocamento.Tudo isso , para permitir que as pessoas escolham uma combinação de viagens unimodais ou multimodais para maximizar seus benefícios.
      Aplicando os princípios de gestão de demanda de viagens mo sistema fretado segue as seguintes etapas:

  1. Identificar que organização poderia ter influencia mais forte de  mudança de comportamento.
  2. identificar e fazer parcerias com entidades/empresas responsáveis pela alternativas existentes.
  3. desenvolver um arco regulatorio para sustentabilidade dessa iniciativa a longo prazo 


Gestão de demanda de viagens baseadas em empregadores 

    Baseia-se na hipótese de que as empresas pode, ter um forte poder de influencia nas escolhas de transporte de seus funcionários,e, ao mesmo tempo, ter um potencial de impacto nas famílias dos funcionários.

fonte: TRASPORTE POR FRETAMENTO. Serie cadernos técnicos. vol.9. FRESP/2019.

Congestionamento frequente em Manaus

Congestionamentos, filas, ônibus lotados, tornam o dia a dia do manauara mais estressantes e difícil.

 Não é novidade para quem vive em Manaus os congestionamentos frequentes nas principais vias no começo e fim de jornadas de trabalho. Manaus ocupa a 8º posição entre as 10 capitais onde o tempo do deslocamento casa-trabalho-casa mais cresce a cada ano.



fonte: http://goo.gl/WnF0Fe


      17 milhões de trabalhadores brasileiros demoram, em média, 114 minutos nessas viagens. O tempo perdido nos deslocamentos tem um impacto para a economia, a chamada produção sacrificada, superior a R$ 111 bilhões.
Em Manaus esse número aumentou em 304 mil pessoas entre 2011 e 2012, quase três vezes a população de Parintins/AM (103,8 mil) naquele ano.  Na área metropolitana de Manaus, 385 mil trabalhadores levaram, em média, 120 minutos nos deslocamentos casa-trabalho-casa, considerando apenas os deslocamentos acima de 30 minutos, em 2012.

Mobilidade urbana
      Para Marcos Castro, professor de  Geografia Urbana na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a mobilidade urbana é um  indicador eficaz para medir a qualidade de vida e cidadania em uma cidade. Ele analisa que a mobilidade urbana pode ser um ‘termômetro’ sobre a infraestrutura de uma cidade, ao levar em conta se idosos, deficientes físicos e visuais conseguem se locomover com tranquilidade pelas ruas. 
“Nosso índice em mobilidade é baixo porque, historicamente, a cidade de Manaus foi construída para os automóveis e não para as pessoas”, observa. 
      O professor enfatiza que, os serviços que são de obrigação do poder público não são os únicos itens que elevam a qualidade de vida em uma cidade. A população pode interferir diretamente no funcionamento do espaço urbano respeitando as leis que já existem e exercendo a cidadania.
Manaus está entre as três piores capitais do País para se viver, segundo o Índice de Bem-Estar Urbano (Ibeu), divulgado pelo Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Observatório das Metrópoles, com base em dados do Censo 2010. A pesquisa avaliou itens como fornecimento de energia, iluminação pública, coleta de lixo e tempo de deslocamento dos cidadãos entre a casa e o trabalho. Do ranking com 289 cidades, entre capitais e as respectivas regiões metropolitanas, Manaus ocupa a 247ª posição.

Equipe - 2b



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O transporte rodoviário na Rgião Metropolitana de Manaus

O transporte na Região Metropolitana de Manaus (RMM) pode ser realizado pelos modais rodoviário e fluvial. Com a construção da Ponte do Rio Negro, Manaus - Iranduba, o tempo de percurso foi reduzido, especialmente para usuários da RMM. Antes, eles utilizavam a balsa, por exemplo, que saía do Porto do São Raimundo, sem pagar tarifa alguma, até Cacau Pirera e então pegar estrada ate chegar a Iranduba.
Com a desativação deste porto para o transporte de passageiros após a inauguração da ponte, a travessia por esta opção foi inevitável. No entanto, os usuários percorrem maiores distancias até seus destinos ao chegarem a Manaus, como por exemplo, o Centro de Manaus.
Não há muitas opções de linhas de ônibus da saída da ponte em Manaus ate o Centro. As poucas existentes não suportam a quantidade de usuários dos bairros próximos da Ponte, como Compensa e Vila Marinho, mais os que chegam de outros municípios.
É necessário um terminal rodoviário nessa região para abranger os usuários que chegam de diversos municípios até o centro de Manaus, o destino mais procurado. Propõe-se também a utilização de uma integração temporal na passagem destes usuários que em sua maioria são pendulares. Sugere-se o uso de um cartão para a integração ônibus-onibus de quem utiliza a Ponte até Manaus.